Novos elementos químicos são inseridos na Tabela Periódica

QUATRO NOVOS ELEMENTOS COMPLETAM SÉTIMA FILA DA TABELA PERÍODICA

União de Química endossa descobertas feitas ao longo de uma década. Átomos foram sintetizados por consórcio russo-americano e por japoneses.

Japones e elemento 113

O cientista Kosuke Morita exibe cópia da Tabela Periódica contendo o elemento 113, criado por japoneses do Instituto Riken (Foto: Kazuhiro Nogi/France Presse)

Quatro novos elementos químicos produzidos artificialmente nos últimos anos tiveram sua existência confirmada pela IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada) e completam agora a sétima linha da Tabela Periódica.
Um grupo de pesquisa japonês conquistou o direito de batizar o novo elemento químico 113, o primeiro a ser nomeado por cientistas asiáticos. Os elementos de número atômico 115, 117, e 118 deverão ser batizados por um consórcio de cientistas americanos e russos que os produziram.
O direito de batizar os novos átomos produzidos foi endossado também pela IUPAP (União Internacional de Física Pura e Aplicada). Para conquistar a honra, os grupos de pesquisa tiveram de confirmar seus resultados repetindo experimentos. O elemento 113 foi criado três vezes pelos japoneses, entre 2004 e 2012.
Os novos elementos não existem na natureza e são criados por aceleradores de partículas que fazem elementos menores colidirem entre si e se fundir. Os átomos criados nessas condições sobrevivem por apenas algumas frações de segundo.
Segundo Kosuke Morita, líder do grupo de pesquisa que criou o elemento 113, ele e seus colegas ainda estão discutindo qual nome dar ao elemento que criaram. Russos e americanos também não se manifestaram ainda.

Fonte: globo.com – 04/01/2016

Ciência e tecnologia sempre andam juntas, e a evolução pode ser vista na tela do seu celular

A química e a física podem ajudar a melhorar ainda mais nossas câmeras e dispositivos de visão noturna. A criação de um novo material baseado no grafeno – uma das formas cristalinas do carbono, como o grafite e o diamante – pode ser a chave para o avanço.

Batizada de 2D-BNCO, a substância foi criada pelos físicos Swastik Kar e Srinivas Sridhar, da Universidade Northeastern. O material surgiu de um pedido da Agência de Projetos de Pesquisa Avançadas de Defesa (DARPA, em inglês) para que a dupla modificasse o grafeno de forma que ele oferecesse uma sensibilidade térmica como a de dispositivos infravermelhos.

Ao misturar boro e nitrogênio ao grafeno para aumentar a condutividade da substância, os pesquisadores perceberam que o oxigênio estava se misturando ao conjunto – mesmo que essa não fosse a ideia inicial. “Não escolhemos o oxigênio – ele nos escolheu”, explicou Kar.

Se não pode contra eles, junte-se a eles

Inicialmente, Kar e Sridhar tentaram retirar o gás da mistura, mas perceberam que o que era realmente necessário era apenas controlar a introdução do oxigênio – o elemento que, no final das contas, determinava a ligação das outras três substâncias para formar um novo material sólido e de estrutura cristalina.

“É como se o oxigênio controlasse a forma geométrica”, explica Sridhar. Depois de testar o novo material diversas vezes, os físicos descobriram que ele tinha propriedades elétricas e óticas que podem contribuir de forma potencial em diversas áreas – desde a criação de câmeras ainda mais potentes para smartphones até transistores microscópicos que podem ser utilizados em computadores.

Representação da estrutura do 2D-BNCO

No entanto, é necessário verificar a possibilidade de criar o 2D-BNCO em escala suficiente para uso, visto que o processo de produção ainda é bastante delicado.

Sridhar conclui: “Ainda há um longo caminho pela frente, mas já temos indicativos claros de que podemos trabalhar nas propriedades elétricas destes materiais. Se conseguirmos a combinação certa, é bem provável que chegaremos ao ponto de sensibilidade térmica buscado pela DARPA, além de outras aplicações não previstas inicialmente”.

Fonte: Tecmundo

Brasil controlará uso de mercúrio no País

Projeto que levantará informações e capacitará técnicos para gerenciar riscos provenientes das liberações do metal será lançado em Brasília

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) terá, até 2017, diagnóstico preciso da situação atual do mercúrio no País, em especial um inventário de emissões e liberações. O documento trará, também, uma avaliação da infraestrutura e capacidade nacional para a gestão do mercúrio, inclusive a legislação nacional.

O inventário é resultado do Projeto de Desenvolvimento da Avaliação Inicial da Convenção de Minamata sobre Mercúrio no Brasil que será lançado, nesta terça-feira (28/07), pelo MMA, em parceria com o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O evento acontece durante todo o dia no Hotel Kubitschek Plaza, em Brasília.

 ATUALIZAÇÃO

O estudo levantará informações amplas sobre a atual situação do mercúrio no País para subsidiar a ratificação e implantação da Convenção de Minamata no Brasil. “O projeto nos proporcionará informações novas e atualizadas sobre o ciclo do mercúrio no País e  capacitará técnicos para gerenciar os riscos advindos do mercúrio”, relata a diretora de Qualidade Ambiental do Ministério de Meio Ambiente, Letícia Carvalho. “Também esperamos que o compartilhamento de experiências e lições aprendidas ao longo do projeto resulte em uma contribuição importante para outros países”.

A diretora explica que a escassez de dados é um grande desafio ao desenvolvimento de estratégias adequadas para o controle e redução do mercúrio. “O Brasil dispõe de dados incompletos e limitados sobre os usos e emissões de mercúrio”, afirma.
Há estudos ambientais que abordam sobre os meios atmosféricos, aquáticos, terrestres e bióticos, mas a maioria se refere ao uso do mercúrio na extração de ouro artesanal e em pequena escala. Poucas informações dizem respeito às outras 43 categorias de fontes mencionadas no Toolkit-PNUMA, ferramenta para identificação e quantificação das emissões de mercúrio.

ESTOQUES

O gerente de Segurança Química do MMA, Alberto Rocha, destaca que algumas emissões significativas de mercúrio no país não têm registros nacionais como amálgama dental, incineração de resíduos e fundição de metais não-ferrosos. O estudo vai melhorar as informações sobre a gestão de estoques, resíduos, recuperação e reciclagem de mercúrio, além de realizar um levantamento de áreas contaminadas.

O Brasil é signatário da Convenção de Minamata desde 2013, quando a ministra Izabella Teixeira assinou a Convenção no Japão. Dos 128 países que aderiram, 12 já ratificaram o documento: Djibouti, Gabão, Guiné, Guiana, Lesotho, Mônaco, Nicarágua, Ilhas Seychelles, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Uruguai e Madagascar.

O processo de ratificação da Convenção no Brasil está em andamento. O Congresso Nacional avalia a ratificação nas comissões de Relações Exteriores; Defesa Nacional; Seguridade Social e Família; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Minas e Energia e Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

SAIBA MAIS

A Convenção de Minamata sobre Mercúrio é um tratado global para proteger a saúde humana e o ambiente dos efeitos adversos do mercúrio. Foi acordado na quinta sessão do Comitê Intergovernamental de Negociação em Genebra, Suíça, em 2013.
Os principais destaques incluem a proibição de novas minas de mercúrio, a eliminação progressiva das já existentes, medidas de controle sobre as emissões atmosféricas, e a regulamentação internacional sobre o setor informal para mineração artesanal e de ouro em pequena escala.

Depois da ‘partícula de Deus’, cientistas descobrem o pentaquark

Cientistas que trabalham no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) – um acelerador de partículas gigantesco que fica na fronteira entre a França e a Suíça – anunciaram a descoberta de uma nova partícula, batizada de pentaquark.

A primeira previsão da existência do pentaquark foi feita na década de 1960, mas, assim como o Bóson de Higgs (ou “partícula de Deus”), os cientistas não conseguiram detectar o pentaquark durante décadas.

Em 1964, dois físicos, Murray Gell-Mann e George Zweig, propuseram, separadamente, a existência de partículas subatômicas conhecidas como quarks.

As teorias deles afirmavam que as propriedades mais importantes de partículas conhecidas como bárions e mésons poderiam ser melhor explicadas se, na verdade, elas fossem formadas por partículas ainda menores. Zweig chamou estas partículas menores de “ases”, um nome que não ficou muito popular.

Gell-Mann as chamou de “quark”, o nome pelo qual elas são conhecidas hoje.

Divulgação/CERN

Pentaquark

Ilustração de uma configuração possível de quarks em uma partícula pentaquark

O modelo proposto pelos cientistas também permitiu a descoberta de outros estados dos quarks, como o pentaquark. Esta partícula – antes puramente teórica – é composta de quatro quarks e um antiquark (o equivalente em antimatéria de um quark comum).

O anúncio é o equivalente à descoberta de uma nova forma de matéria e foi divulgado na revista especializada “Physical Review Letters”.

DESCOBERTAS

Durante a primeira década dos anos 2000, várias equipes de cientistas alegaram ter detectado os pentaquarks, mas estas descobertas foram questionadas por outros experimentos.

“Existe uma história e tanto com os pentaquarks, por isso estamos sendo muito cuidadosos ao apresentar esta pesquisa”, afirmou à BBC Patrick Koppenburg, físico coordenador do LHC no Cern, o laboratório europeu de pesquisas nucleares, na fronteira franco-suíça.

“É só a palavra ‘pentaquark’, que parece ser amaldiçoada de alguma forma, pois foram feitas muitas descobertas que, em seguida, foram superadas por novos resultados que mostravam que as anteriores eram, na verdade, flutuações, e não sinais verdadeiros (da existência da partícula)”, acrescentou.

Os físicos estudaram a forma como uma partícula subatômica, a Lambda b, se transformou em outras três partículas dentro do Grande Colisor de Hádrons. A análise revelou que estados intermediários estavam envolvidos, em algumas ocasiões, na produção das três partículas.

Estes estados intermediários foram chamados de Pc (4450)+ e Pc (4380)+.

“Examinamos todas as possibilidades para estes sinais e concluímos que eles só podem ser explicados (pela existência) dos estados (de matéria) pentaquark”, afirmou o físico do LHC Tomasz Skwarnicki, da Universidade de Syracuse, nos Estados Unidos.

EXPERIÊNCIAS ANTERIORES

Experiências anteriores tinham medido apenas a chamada distribuição de massa, na qual um pico estatístico pode aparecer contra o ruído de fundo, um possível sinal da existência de uma nova partícula.

Mas, o colisor permitiu que os pesquisadores analisassem os dados de outras perspectivas, principalmente os quatro ângulos definidos pelas direções diferentes das trajetórias das partículas dentro do LHC.

“Estamos transformando este problema de (um problema) de uma dimensão em um de cinco dimensões… conseguimos descrever tudo o que acontece na transformação (da partícula Lambda b)”, afirmou Koppenburg, que identificou os primeiros sinais em 2012.

“Não tem como o que vimos ser devido a qualquer outra coisa que não a adição de uma nova partícula que não tinha sido observada antes.”

“O pentaquark não é apenas uma nova partícula qualquer… Representa uma forma de agregar quarks, os principais componentes dos prótons e nêutrons comuns, em um padrão que nunca foi observado antes em mais de 50 anos de buscas experimentais”, afirmou Guy Wilkinson, porta-voz do LHC.

“Estudar suas propriedades pode permitir uma melhor compreensão de como a matéria comum, os prótons e nêutrons, são constituídos.”

O Grande Colisor de Hádrons foi ligado novamente em abril depois de um desligamento que durou dois anos para completar um programa de reparos e atualizações.

 

Fonte: Folha de São Paulo

Fibra de carbono: como é feito e como funciona este material incrível

Ela está nas aeronaves que vemos sobrevoando os céus de todo o mundo e também está nas bicicletas mais poderosas. Podemos ver as aplicações em acessórios para esportes — como tacos, raquetes e vários outros — e nos painéis dos carros. Você pode não saber como ele é feito e nem conhecer todas as aplicações possíveis, mas você certamente já ouviu falar deste material: fibra de carbono.

Sendo um material sintético, a fibra de carbono é composta por filamentos construídos majoritariamente de carbono, mas não apenas desse elemento — pois há outros utilizados para a produção dos filamentos e também para a sustentação das fibras. Entretanto, o que faz da fibra de carbono um material tão elogiado e utilizado em todo o mundo? Por que queremos que esteja cada dia mais presente?

A resposta para isso é relativamente simples, mas precisa de uma base que você vai conferir agora mesmo. Em resumo, a fibra de carbono é leve e forte, sendo uma excelente opção para o ferro. Como ela pode substituir outras ligas e por que isso tem sido muito importante nos últimos anos é o que você vai descobrir… Acredite, a fibra de carbono está mais presente na sua vida do que você imagina.

Como é feita esta fibra?

A principal matéria-prima das fibras de carbono é o polímero de poliacrilonitrila — um material obtido a partir da polimerização de uma variação do acrílico. A vantagem dessa fonte é a alta concentração de carbono, uma vez que mais de 90% dos átomos no material são justamente disso. Durante a produção, o polímero é esticado e se torna paralelo ao eixo das fibras, formando uma liga bem rígida e resistente.

Depois dessa etapa, ocorre uma oxidação em altas temperaturas (de 200 °C a 300 °C) para fazer com que os átomos de hidrogênio sejam removidos das chapas ou ligas — ao mesmo tempo em que o oxigênio é adicionado. Em seguida ocorre um novo aumento de temperatura até 2.500 °C para que ocorra uma total carbonização. Ao final de tudo isso ainda existe o dimensionamento. Este processo é o da moldagem, em que as fibras são tecidas (em fios com até 10 micrômetros de espessura) e depois resinadas para se unirem — isto será mais bem descrito no decorrer do texto.

Resumindo… A produção das fibras de carbono é dividida em quatro etapas indispensáveis: polimerização por pirólise (extração do carbono a partir do superaquecimento da poliacrilonitrila); ciclização (método de esticamento dos polímeros para o eixo da fibra); oxidação (extração do hidrogênio e adição do oxigênio); e adição de reagente (quando o epóxi será adicionado para a moldagem das placas de carbono).

Materiais possíveis

Como já dissemos, a pirólise de materiais ricos em carbono é a origem de polímeros dessa substância. Praticamente qualquer material orgânico pode ser utilizado para isso, mas a escolha é totalmente baseada na quantidade de carbono que existe em cada fonte. Em 1879, Thomas Edison conseguiu criar fibras a partir de algodão e bambu, mas hoje esse tipo de extração tornou-se menos viável.

Anos depois, na década de 1950, Roger Bacon realizou um processo diferente e conseguiu resultados similares a partir de seda artificial Raiom. Mas foi apenas na década de 1960 que as empresas japonesas começaram a utilizar a poliacrilonitrila (PAN). Não demorou muito para que todo o mercado se voltasse a esse mesmo procedimento, que mostra-se mais viável e barato em escala industrial.

Ainda existem outras fontes utilizadas ao redor do mundo, mas é preciso dizer que isso ocorre em escalas menores. Um exemplo disso é o carro Krestel, que foi produzido em 2010 e tem como base a fibra de carbono extraída a partir do cânhamo. Também há fibras produzidas a partir de algodão, linho e diversos outros materiais orgânicos.

A importância da cola

A fibra de carbono não seria nada sem a presença de uma cola tão resistente quanto ela. É claro que não podemos nos referir ao elemento de fixação como uma cola comum, mas sim como uma resina epóxi de alto desempenho. É ela que fará com que as chapas de fibra fiquem estabilizadas e aproximadas. Não é exagero dizer que, sem as resinas epóxi, fibras de carbono não teriam a resistência que permite a aplicação em tantos meios como acontece hoje.

Como o site ArsTechnica afirma: “A dureza e a leveza da fibra de carbono deriva de duas coisas. Primeiro estão os componentes que serão a base dos filamentos de carbono, aliados ao epóxi que moldará o elemento-base. A segunda coisa é a troca química entre dois elementos que fará com que o material se misture, permitindo que o epóxi seja realmente a sustentação de tudo”.

Compostos ou nada

Você não vai encontrar um produto no mercado que seja 100% carbono. As empresas utilizam o material em conjunto com outros elementos para que as fibras sejam aplicáveis em diversos processos. Isso é o que gera os materiais compostos reforçados por ligas plásticas ou metálicas, por exemplo.

Na indústria, uma das aplicações mais claras disso está no “Carbon Fiber Reinforced Plastic” (CFRP), que é utilizado em aviões e muitos outros bens de alto desempenho e que demandam durabilidade elevada. Este é outro momento em que se torna bem clara a importância vital dos epóxis de alta qualidade.

Por que usar?

Uma das principais vantagens que as fibras de carbono têm sobre o aço é a leveza do material. Sem o peso dos metais, as estruturas tornam-se mais leves — facilitando o transporte e também reduzindo custos no caso da produção de veículos —, ao mesmo tempo em que não ocorre a perda de resistência das ligas obtidas a partir da junção de fibras de carbono com epóxis e materiais plásticos.

No ramo da construção civil, o que torna os compostos carbonosos mais interessantes do que metais é a durabilidade. Por causa de sua estrutura não oxidável, a ação do tempo não confere corrosão aos materiais. Ou seja, ele pode ser mantido por muitos anos sem que ocorra qualquer dano por processos similares à “ferrugem”.

Usos e benefícios

Ligas baseadas em fibras de vidro são levadas para diversos mercados, sempre utilizadas para garantir leveza e resistência aos produtos em que são aplicadas. O CFRP utilizado em aviões é vital para que as aeronaves fiquem mais leves e economizem combustível, além de sofrer menos com a ação do tempo — o que aumenta a durabilidade.

Na Fórmula 1, carros criados com fibras de carbono atingem velocidades mais altas e protegem melhor os pilotos do que outras ligas. Indo para ambientes mais próximos de nós, as bicicletas “Carbon” vistas nas pistas profissionais conseguem oferecer desempenho sem igual — sendo também vistas nas corridas de estrada.

Ainda em relação aos esportes, é preciso dizer que a fibra de carbono pode ser vista em muitos locais diferentes. A empresa Zoltek afirma que a utilização do material pode ser vista em “tacos de golfe, raquetes de tênis, esquis, snowboards, tacos do hóquei e varas de pescar”. Isso sem falar da importância na indústria, em setores de pesquisa e desenvolvimento e também na construção civil.

Números concretos

Em 2012, um relatório publicado na Reinforced Plastics mostrou os usos da fibra de carbono em escala global. Na época, a maior utilização dos materiais era relacionada à produção das turbinas de vento para fins aeroespaciais e automobilísticos (23% do total). Em seguida, produtos para fins bélicos e construção aeronáutica somavam 18%, seguidos de perto por materiais esportivos (17%).

Outro caminho rentável é a produção de compostos e moldes diversos, algo que leva 12% de toda a fibra mundial. Apenas 6% da produção mundial é enviada para a construção civil, e a indústria automotiva também demanda a fibra de carbono e chega a 5% do uso total — lembrando que neste segmento a fibra de vidro é mais utilizada.

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Você já deve ter percebido claramente: fibras de carbono são de suma importância para a tecnologia. De todos os usos do material, qual é o que mais influencia sua vida? Será que as fibras de carbono serão ainda mais importantes no futuro?

Fonte: TecMundo

Veneno de cascavel gera o mais potente analgésico

O Instituto Butantan, órgão vinculado à Secretaria de Saúde de São Paulo, desenvolveu uma nova substância a partir do veneno de cobra cascavel, com um poder analgésico 600 vezes maior que o da morfina. A vantagem da nova droga é que ela não causa dependência física como a morfina, já que age em receptores diferentes, e será mais eficaz que os analgésicos hoje existentes para dores crônicas como as do câncer.

A idéia nascida com o fundador do instituto e pioneiro no estudo de serpentes no Brasil, Vital Brazil, somente agora pôde ser colocada em prática, quando se conseguiu isolar as moléculas do veneno responsável pela analgesia. O próximo passo é a realização de testes clínicos, com apoio da Fapesp e do Consórcio Farmacêutico (Coinfar).
‘A descoberta desta nova substância, extremamente potente e sem poder de dependência, pode modificar, de maneira única a utilização de analgésicos em pacientes’, afirma o diretor do instituto Butantan, Otávio Mercadante.
A proteína do veneno da cascavel, a Enpak, responsável pelo formigamento e adormecimento do local da picada, só foi caracterizada, isolada e sintetizada 70 anos depois de ter sido usada empiricamente por Vital Brazil para aliviar as dores de pacientes com câncer.

Segundo a pesquisadora Yara Cury, do Laboratório de Fisiopatologia do Butantan, que coordena os estudos sobre a nova substância, o primeiro efeito da picada de uma cascavel é uma sensação de formigamento, seguida de adormecimento local. ‘Então a pergunta óbvia é: seria efeito de um componente analgésico do veneno?’, questiona a pesquisadora. ‘Procuramos registros e documentos sobre o assunto em arquivos e gavetas do instituto e descobrimos que Vital Brazil diluía o veneno e o enviava para o exterior’, contou Cury. Os médicos conhecidos de Vital Brazil utilizavam o remédio em pacientes com câncer e depois enviavam relatos que indicavam que o veneno (soluto) era muito eficiente no alívio da dor. Não havia menção à reações adversas.

Os documentos sobre o assunto remontam à década de 30 quando não havia estudos experimentais como os de hoje, daí a falta de informações mais detalhadas sobre o tratamento. ‘O que se sabia, conta Yara, é que o veneno da nossa cascavel, diferentemente de outras espécies de cascaveis, como as norte-americanas, é neurotóxico, mais parecido com o das najas indianas. Depois do soluto crotálico, desenvolvido pelo instituto, o Butantan passou a produzir o que eles chamam de ‘anaveneno’, tratado com formol, que era usado para aliviar dores reumáticas e nevralgias. Os produtos foram descontinuados na medida em que as normas de fabricação de medicamentos se tornaram mais rígidas para preservar a segurança dos tratamentos.

A partir daí a equipe da dra. Cury começou as pesquisas em 1991 e conseguiu caracterização farmacológica da substância analgésica contida no veneno da cascavel. A grande surpresa é que ela revelou, em uma única dose, um poder de analgesia 600 vezes maior que o da morfina, resultado que se prolonga por até cinco dias, sem efeitos colaterais. Agora o medicamento entra em testes pré-clínicos, que vão determinar sua introdução no mercado.

Golpe na dor
Proteína Enpak (endogenous pain killer, ou exterminadora endógena da dor)

Origem
Veneno crotálico (cascavel), responsável pela sensação de formigamento e adormecimento do local da picada

Descoberta
A Enpak foi caracterizada, isolada e sintetizada há 70 anos pelo cientista brasileiro Vital Brasil, fundador do Butantan

Utilização
O cientista brasileiro enviou o veneno diluído para o exterior, onde médicos o utilizaram no tratamento de câncer

Redescoberta
Em 1991, a cientista brasileira Yeda Cury conseguiu fazer a caracterização farmacológica da substância analgésica

Poder
Uma única dose tem poder analgésico 600 vezes maior que o da morfina e seu efeito se prolonga por até cinco dias

Pesquisa
Desde então, se obteve o isolamento, a identificação e a síntese da substância ativa, para os ensaios pré-clínicos

O que falta
A substância precisa ser testada em seres humanos antes de chegar ao mercado, em um prazo mínimo de seis anos

Indicações
A Enpak pode aliviar dores inflamatórias, neuropáticas e de câncer. Ao contrário da morfina, ela não caus dependência

Fonte: FAPESP

Como tirar ferrugem usando carambola

Com certeza você tem algum material enferrujado aí na sua casa e não consegue limpá-lo de jeito nenhum. Se você já tentou usar usar palha de aço ou pasta de dente e não teve nenhum resultado, hoje é seu dia de sorte!

Ensinamos como tirar toda a ferrugem de um objeto usando sabe o quê? Suco de carambola!

Para fazer esse poderoso removedor de ferrugem, você só vai precisar bater algumas carambolas no liquidificador e depois coar tudo para se livrar das sementes. Deixamos uma broca dentro do suco por uma hora e a

Mas qual é a mágica da carambola?
Essa fruta é rica em um composto chamado ácido oxálico, que é comum nas plantas mas pode ser tóxico para os humanos se comido em grandes quantidades. Além disso, ele está associado à formação de pedras nos rins. Por tudo isso, o ácido é forte o suficiente para tirar a ferrugem dos materiais que você quiser limpar.

Legal, não é?

E depois de toda essa explicação, você acha que o limão, rico em ácido cítrico, consegue deixar uma broca novinha em folha?

Fonte: Manual do mundo

Demanda interna por produtos químicos de uso industrial cai entre janeiro e maio de 2015

Recuo da demanda por produtos usados no início da cadeia indica retração da indústria de produtos finais em curto prazo. 

A demanda por produtos químicos de uso industrial caiu 3,1% de janeiro a maio de 2015, sobre igual período do ano passado, é o que indica o levantamento preliminar da Equipe de Economia e Estatística da Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química. Nesse período, as vendas ao mercado interno de produtos fabricados no País caíram 2,1% e as importações exibiram redução de expressivos 16,5%. Conforme explica a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, como a química está presente na base de inúmeras cadeias industriais que suprem clientes de uso final, seu desempenho é relevante indicador antecedente da atividade econômica, que não dá sinais de melhora para o mercado interno, pelo menos no curto prazo. “Em paralelo à redução da demanda direta por produtos químicos, tem sido fator de preocupação a possível substituição da demanda desses produtos por importação de bens acabados”, comenta a diretora da Abiquim.

Por outro lado, de janeiro a maio, o índice de produção exibiu elevação de 3,06%. Além da base deprimida de comparação, a alta é explicada pelo significativo aumento das exportações (+20,6%) nos primeiros cinco meses do ano. Esse fator, segundo Fátima Giovanna, ajudou a manter o nível de utilização da capacidade instalada estável, em 79%. Como o segmento opera em processo contínuo, reduzir a produção pode acarretar em aumento dos custos. Por isso, a busca por mercados alternativos, ainda que não remunerem as empresas brasileiras adequadamente, é um caminho natural para, pelo menos, manter-se a atividade em níveis seguros de produção.

Na comparação dos últimos 12 meses, de junho de 2014 a maio de 2015, sobre os 12 meses imediatamente anteriores, a produção e as vendas internas exibiram queda de 0,44% e 3,83%, respectivamente. O uso da capacidade total das plantas foi de 80%, quando deveria estar entre 87% e 90%. “As empresas só conseguirão planejar novos investimentos quando essa ociosidade se reduzir”, alerta Fátima Giovanna.

Além da crise na indústria local, a elevação dos custos de produção no mercado interno, especialmente daqueles decorrentes da energia (elétrica e gás natural) e das matérias-primas, bem como as deficiências logísticas e a alta carga tributária, têm impactado direta e indiretamente o segmento de químicos de uso industrial, porque as empresas nacionais não têm conseguido competir com suas congêneres localizadas em regiões com custos mais baixos, e os clientes na cadeia estão sofrendo com importações de produtos acabados, com impacto para trás. “A falta de competitividade e isonomia dos segmentos mais expostos ao mercado internacional é evidente e vem se acentuando nos últimos meses. A melhora da demanda, advinda da elevação do poder de compra da população brasileira nos últimos dez anos, não se refletiu em aumento da produção da indústria nacional, que está estagnada. As importações é que se beneficiaram do crescimento da demanda”, lamenta Fátima Giovanna.

Na visão da especialista, o cenário de curto prazo é de precaução e incertezas. Todavia, a química precisa trabalhar com uma visão de longo prazo. “O setor carece de ações que estimulem as atuais plantas a retornarem suas operações, bem como medidas estruturantes, que atraiam investimentos. O País tem vocação natural para a química e sua situação será ainda mais promissora quando as riquezas do pré-sal puderem ser convertidas em produtos de maior valor agregado, melhorando a pauta brasileira de exportações, gerando riqueza, empregos de melhor qualidade, além de contribuir para um desenvolvimento mais sustentável. Nesse contexto, a química, sem dúvida, terá papel primordial”, conclui.

fonte: Abiquim